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Curso
Básico sobre Mediunidade / IV
- Da Identificação dos Espíritos
União Espírita Mineira |
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DA LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS “A linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado.” “Apreciam-se os Espíritos pela linguagem que usam e pelas suas ações. Estas se traduzem pelos sentimentos que eles inspiram e pelos conselhos que dão”.
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linguagem dos Espíritos Elevados é sempre idêntica senão quanto à
forma, pelo menos quanto ao fundo.Os pensamentos são os mesmos, em
qualquer tempo e em todo o lugar.
* Não se deve julgar da qualidade do Espírito pela forma material, nem pela correção de estilo.É preciso sondar-lhe o íntimo, analisar-lhe as palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. * Os bons Espíritos só dizem o que sabem; calam-se ou confessam a sua ignorância sobre o que não sabem. * Os bons espíritos são muito escrupulosos no tocante às atitudes que hajam de aconselhar. Nunca, qualquer que seja o caso, deixam de objetivar um fim sério e eminentemente útil. * Os bons Espíritos só prescrevem o bem.Nunca ordenam; não se impõem, aconselham e, se não são escutados, retiram-se. * Os bons Espíritos não lisonjeiam; aprovam o bem feito, mas sempre com reserva. * PARA JULGAR OS ESPÍRITOS, COMO PARA JULGAR OS HOMENS É PRECISO, PRIMEIRO, QUE CADA UM SAIBA JULGAR-SE A SI MESMO.
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A
dos Espíritos inferiores ou vulgares sempre algo refletem das paixões
humanas.
* Qualquer ofensa à lógica, à razão e à ponderação não pode deixar dúvida sobre a sua procedência, seja qual for o nome com que ostente o Espírito. Deve-se desconfiar dos Espíritos que com muita facilidade se apresentam, dando nomes extremamente venerados, e não aceitar o que dizem, senão com muita reserva. * Reconhecem-se os Espíritos levianos pela facilidade em que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado ter conhecimento. * Qualquer recomendação que se afaste da linha reta do bom senso, ou das leis imutáveis da Natureza, denuncia um Espírito atrasado e, portanto, pouco merecedor de confiança. * Máxima nenhuma, nenhum conselho que se não conforme estritamente com a pura caridade evangélica pode ser obra de bons Espíritos. * Os conhecimentos de que alguns Espíritos se enfeitam, às vezes, com uma espécie de ostentação, não constituem sinal de superioridade deles. A inalterável pureza dos sentimentos é, para esse respeito, a verdadeira pedra de toque. * SE NÃO FÔSSEIS IMPERFEITOS, NÃO TERÍEIS EM TORNO DE VÓS SENÃO BONS ESPÍRITOS; SE FORDES ENGANADOS DE VÓS MESMOS VOS DEVEIS QUEIXAR. |
Podendo alguns Espíritos enganar pela linguagem de que usam, segue-se que também podem, aos olhos de um médium vidente, tomar uma falsa aparência?
Isso se dá, porém, mais dificilmente.O médium vidente pode ver Espíritos levianos e mentirosos, como outros os ouvem, ou escrevem sob influência deles.Podem os Espíritos levianos aproveitar-se dessa disposição, para o enganar, por meio de falsas aparências; isso depende das qualidades do Espírito do próprio médium.(“O Livro dos Médiuns”)
Muitos médiuns reconhecem os bons e os maus Espíritos pela impressão agradável ou penosa que experimentam à aproximação deles.Perguntamos se a impressão desagradável, a agitação convulsiva, o mal-estar são sempre indícios da má natureza dos Espíritos que se manifestam.
O médium experimenta as sensações do estado em que se encontra o Espírito que dele se aproxima.Quando ditoso, o Espírito é tranqüilo, leve, refletido; quando feliz, é agitado, febril, e essa agitação se transmite naturalmente ao sistema nervoso do médium.Em suma, dá-se o que se dá com o homem na terra: O bom é calmo, tranqüilo; o mau está constantemente agitado. (“O Livro dos Médiuns”).
Concluímos que a maneira mais segura de se identificar a natureza do Espírito é pelo teor de sua linguagem, falada ou escrita, mediante os conceitos que nos trazem.Tanto quanto, ao se aproximar de um médium, o Espírito pode por ele ser analisado, através do seu estado vibracional, ou seja, das sensações agradáveis ou desagradáveis que o Espírito infunde ao médium.
“O LIVRO DOS MÉDIUNS” - FEB - Rio de Janeiro - 29ª edição.
“O NOVO TESTAMENTO” - Trad. João Ferreira de Almeida - IBB - Rio de janeiro.