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Pneumatofonia - Voz Direta

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Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, chamou de pneumatofonia a produção de ruídos e vozes por entidades espirituais sem a colaboração ostensiva de um intermediário, de forma diferente, portanto, do que ocorre na psicografia, quando um médium escreve sob a influência dos desencarnados, que assim nos transmitem suas ideias. Na pneumatofonia os sons parecem surgir no ar, por vezes entre os que testemunham o fenômeno, que, quando se trata de palavras ou frases, é também chamado de voz direta.

Com sua habitual ponderação lembra o Codificador que inúmeras causas naturais podem dar origem a fatos semelhantes pelo que se pode “estabelecer, como princípio, que os efeitos notoriamente inteligentes são os únicos capazes de atestar a intervenção dos Espíritos”.

É interessante lembrar, a propósito, que casos desse tipo ocorreram na primeira fase do movimento cristão, assinalando, inclusive, as viagens missionárias de Paulo de Tarso como se observa nos Atos dos Apóstolos (Atos, 13:2) e no livro “Paulo e Estêvão”, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier (37ª edição, págs. 317 e 330).

A literatura doutrinária posterior trouxe mais informações a respeito, sendo de destacar-se as obras “No Limiar do Etéreo”, de J. Arthur Findlay, e “Missionários da Luz”, de André Luiz (psicografia de Francisco Cândido Xavier) em seu capítulo 10, ambas editadas pela Federação Espírita Brasileira. Nelas se esclarece que os mensageiros espirituais, empregando recursos fluídicos fornecidos por um medianeiro, moldavam, em tais ocasiões, uma réplica de nosso aparelho fonador, através da qual, utilizando-se de recursos do ambiente, faziam soar suas vozes de forma perceptível à nossa audição. Deve-se frisar que a palavra dos mensageiros invisíveis se apresentava então com o timbre pessoal que os caracterizava quando encarnados, circunstância esta bem focalizada na primeira das obras citadas, cujo subtítulo, aliás, é “Sobrevivência à Morte Cientificamente Explicada”.

Materializações bem como os fenômenos que estamos comentando constituem demonstrações irrecusáveis de que nossa individualidade sobrevive à disjunção celular, com todas as implicações filosóficas e religiosas daí decorrentes. Como se sabe, contudo, desde a Codificação, não são capazes de gerar convicção nesse sentido nem comprometimento com o bem, o que depende, principalmente, da maturidade dos observadores.

É válido, por isso, reproduzir o comentário de um orientador espiritual a respeito dessa incapacidade – habitualmente encontrada entre os que testemunham tais fatos – de retirarem deles essas consequências, assemelhando-se a “crianças afoitas, mais interessadas no espetáculo inédito que desejosas de consagração ao serviço divino (...) Por agora os nossos companheiros terrestres não nos entendem, nem cresceram devidamente para a completa consagração a Jesus, mas a semeadura é viva e produzirá a seu tempo.

Nada se perde” (¹).

“O Livro dos Médiuns” (Segunda Parte, capítulo 12, itens 150 e 151);

(¹) “Missionários da Luz” (capítulo 10, psicografia de Chico Xavier).

Boletim SEI nº 2050.

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