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"Estudando O Livro dos Médiuns" 1

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Gebaldo José de Sousa

Allan Kardec – artigo Escassez de Médiuns, in Revista Espírita 2 –, sugere aos que fazem ‘reuniões espíritas íntimas’ e não dispõem de médiuns: “Ler, comentar e desenvolver cada artigo de ‘O Livro dos Espíritos’ e de ‘O Livro dos Médiuns, (...).”

Professor, sabia ele que, em tema amplo quanto complexo como o Espiritismo, a necessidade do estudo é ainda maior. Salienta a relevância do estudo dessa Ciência, máxime na Introdução de O Livro dos Espíritos 4.
Mas é em Obras Póstumas 5, em bela e clara síntese, que registra os fins de:

“Um curso regular de Espiritismo (...) com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios. (...) teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as idéias espíritas e de desenvolver grande número de médiuns. Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo (...).” – Grifamos.
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A Equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda publica novo livro: Estudando O Livro dos Médiuns.
No prefácio, o Espírito que dá nome ao Projeto, diz que é “(...) compêndio muito bem elaborado com seleção e transcrição dos temas mais importantes, ensejando a sua memorização, ao tempo em que orientando com facilidade a melhor maneira de exercer a mediunidade sem lágrimas, sem sacrifícios, mas também sem utopia ou irresponsabilidade, sem presunção ou encantamento... (...)”

A equipe, em seu admirável estudo fere, elegante e sensatamente, questões complexas de O Livro dos Médiuns e assume, em estudo amplo, em termos objetivos e lógicos, posições definidas.
É fruto do diálogo fraterno com sofredores, em longos anos; de estudos e debates; de meditações e observações; enfim, de vivências na prática mediúnica – no espaço favorável da Mansão do Caminho, onde se respira o perfume do Evangelho; onde a prioridade é evangelizar e promover o ser humano! –:

“(...) é de O Livro dos Médiuns que nos ocuparemos, por se constituir ele a base essencial para quantos se interessam pelo Espiritismo experimental (...).
Qual o conhecimento mínimo que uma pessoa precisa ter para se envolver com a mediunidade e com o Espiritismo prático? (...) Allan Kardec foi peremptório ao afirmar que o estudo da teoria era necessário, a fim de propiciar entendimento adequado do que se experimenta. (...) que o estudo de O Livro dos Espíritos (...) deveria anteceder o de O Livro dos Médiuns, sem o que boa parte das instruções práticas ficaria sem compreensão adequada.
(...) seu plano é bem claro: partir das explicações teóricas (...) para as questões práticas, tirando-lhes as conseqüências morais. (...) se quisermos fazer varredura global da Ciência Espírita, desde os primórdios, para compreender-lhe a evolução, o melhor método é estudar O Livro dos Médiuns de capa a capa, nos mínimos detalhes, da forma como foi apresentado.
(...) nos dias atuais (...) a maioria dos que se ocupam com a prática mediúnica não guarda relação de empatia com O Livro dos Médiuns; poucos o consultam ou o estudam, incluindo-se entre eles os que sequer o leram por inteiro ou mesmo parcialmente.
(...) para as pessoas que vivenciam questões práticas, foi que montamos este livro, como roteiro. Não que (...) devam dar-se por satisfeitas com esse minimus. Ao contrário! Sentir-nos-emos recompensados se, após apreciá-lo, voltarem à fonte original – O Livro dos Médiuns – (...).
Esta obra é um curso, daí seu título: Estudando o Livro dos Médiuns. (...)
(...) não se distancia da obra que é sua fonte de inspiração. Viaja muito colado ao texto original, embora (...) apresentemos (...) experiências e reflexões pessoais.
Em todos os capítulos o pensamento de Allan Kardec transparece (...).” – Grifos nossos.
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Lamentável que verdade dura seja necessária, oportuna: falta o estudo contínuo de O Livro dos Médiuns, em muitas Casas Espíritas!
Ignorá-lo ou desprezá-lo é postura temerária, leviana. Conduz à obsessão e implicará em muita dor moral, no futuro, aos que assim agem. O Codificador, na sua introdução, diz que um de seus objetivos foi evitar esses males:

“(...) feliz nos sentimos de haver podido comprovar que o nosso trabalho, feito com o objetivo de precaver os adeptos contra os escolhos de um noviciado, produziu frutos e que à leitura desta obra devem muitos o terem logrado evitá-los. (...)”
“(...) Seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo útil, quando ela exista. (...)” – Grifamos.

A quem semeia dúvidas e discórdias; ou busca ‘inovações’ que desvirtuam a prática espírita, o item 302, de O Livro dos Médiuns, oferece amorosa e sábia advertência de O Espírito de Verdade; aos que agem com sinceridade, roteiro seguro. À indagação: ‘(...) em que pode o homem imparcial e desinteressado basear-se para formar juízo?’, responde:

“(...) os princípios fundamentais são por toda parte os mesmos e tem que vos unir numa idéia comum: o amor de Deus e a prática do bem. (...) Se dissidências capitais se levantam, quanto ao princípio mesmo da Doutrina, de uma regra certa dispondes para as apreciar, esta: a melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão e a que mais elementos encerra para levar os homens ao bem. Essa, eu vo-lo afirmo, a que prevalecerá.” – (Grifamos).

Aos que encaminham enfermos às reuniões mediúnicas, a equipe não deixa dúvidas quanto à inconveniência dessa conduta – Cap. XIII, p. 137: “Em estado de subjugação ninguém deve ser conduzido à iniciação mediúnica, igualmente no de fascinação escancarada.” – Grifamos.

A Equipe analisa, ainda, com profundidade, temas de grande interesse na atualidade das Casas Espíritas, no Cap. ‘22. Associações Espíritas’ (Cap. XXIX – p. 213 –, de O Livro dos Médiuns, itens 334 a 342).
Com destaque para as questões propostas por Allan Kardec:
a) - A prevalência das questões ético-morais sobre os fenômenos em si mesmos;
b) - Sobre a conveniência de se iniciar a formação de pequenos grupos, onde é mais fácil construir a harmonia tanto entre os próprios integrantes, quanto no eventual crescimento da instituição. A existência de pequenos e numerosos grupos favorece a divulgação da Doutrina e o serviço às comunidades;
c) - A necessidade do intercâmbio entre grupos, que enseja a troca de experiências e a fraternidade legítima;
d) - Sobre os cuidados na admissão de elementos novos, onde citam do item 338, palavras textuais do Codificador: “(...) nunca, portanto, será demasiada toda a circunspeção, na admissão de elementos novos.” – Grifamos.

E outros aspectos relevantes, previstos por Allan Kardec – com extraordinária visão do futuro –, e por ele analisados criteriosamente.
Em Missionários da Luz 6, André Luiz indaga ao mentor Alexandre:

“— Por que a doutrinação em ambiente dos encarnados? (...) é uma imposição no trabalho desse teor?”
— Não (...), não é um recurso imprescindível. Temos variados agrupamentos de servidores do nosso plano, dedicados exclusivamente a esse gênero de auxílio. (...) valemo-nos do concurso de médiuns e doutrinadores humanos, não só para facilitar a solução desejada, senão também para proporcionar ensinamentos vivos aos companheiros envolvidos na carne, despertando-lhes o coração para a espiritualidade. (...)
— Ajudando as entidades em desequilíbrio, ajudarão a si mesmos; doutrinando, acabarão igualmente doutrinados.” - Grifamos.

Esta breve notícia da obra busca divulgá-la e recomendá-la, sobretudo àqueles que integram reuniões mediúnicas. O trabalho merece lido, estudado, meditado e aplicado. Afinal, a tarefa – que se destina ao nosso aprendizado – é de Jesus! E servi-Lo é raro privilégio que ora nos é concedido.
Quem sabe, ao conhecê-lo – para nosso benefício e o da Humanidade terrena –, aprendamos todos a amar e a estudar mais toda a obra da Codificação Espírita?

Referências:

1. CALAZANS, Nilo. FERRAZ, José. NEVES, João. Estudando O Livro dos Médiuns. Salvador: Leal, 2008.
2. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 72 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.
3. KARDEC, Allan. Revista Espírita 1861. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004, p. 74.
4. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003, Introdução, VIII e XIII, p. 31/2 e 38/39.
5. KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 34 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004, p. 342.
6. XAVIER, F. Cândido. Missionários da Luz. Pelo Espírito André Luiz. 12 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1979, Cap. 17, p. 280.

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