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Consciência religiosa

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Cláudio Schiavi


As religiões, de um modo geral, têm uma função determinada na orientação de seus seguidores. A crença e o conhecimento individuais numa doutrina específica são essenciais para que essa relação seja duradoura.

Há, porém, um fator preponderante que vai além da convicção: é a questão da consciência religiosa. Será que, de fato, pautamos nossa vida de acordo com os preceitos religiosos que abraçamos? Ou será que o que é pregado pelos orientadores não ultrapassa as paredes do recinto freqüentado?

Muitos não têm consciência religiosa a esse ponto e as causas são diversas. O materialismo e o capitalismo desenfreado dominam a maioria. A falta de questionamento e de estudo relacionados com os ensinamentos cristãos também é freqüente entre os fiéis. Uma causa importante a ser considerada é a dos interesses nem sempre louváveis que movem certas pessoas em pertencerem a esta ou aquela seita.

A grande maioria mesmo vive voltada para os interesses materiais, econômicos, muitas vezes não enxergando ninguém à sua frente, quando pretendem atingir algum objetivo, não se importando se estão prejudicando ou não o seu semelhante. Evidentemente não podemos deixar de lado os compromissos do dia-a-dia só porque a religião que seguimos sugere ser condenável ao nosso aperfeiçoamento moral e espiritual. O que devemos fazer é conciliar os nossos afazeres e nossos interesses com a nossa crença, aplicando justamente no cotidiano o que aprendemos com a religião.

Uma coisa é ouvir os ensinamentos cristãos através dos nossos orientadores, outra é agirmos perante o próximo utilizando os preceitos ensinados. Da teoria à prática vai uma grande distância. A verdade é que esse novo comportamento que pensamos empreender não é tão tranqüilo assim de ser praticado. A transformação sincera de abandonar vícios e hábitos perniciosos trocando por virtudes e atitudes condizentes com a nova condição, ainda que timidamente, é tarefa árdua. Mesmo porque ninguém “vira anjo” do dia para noite.

É importante pensar que para tudo na vida é preciso dar o primeiro passo. É sempre bom ter em mente que Deus não desampara a nenhum de seus filhos, acredite que Ele nos dará tantas oportunidades quantas forem necessárias para que a nossa evolução espiritual se concretize. Ninguém está ou será condenado a penas eternas. É o próprio ser humano que com seus erros e tropeços acaba por condenar a si mesmo.

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